Game of Thrones: The Last of the Starks – Review

07/05/2019 - POSTADO POR EM Séries
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“Nós ganhamos a Grande Guerra, agora vamos ganhar a última guerra”, com essas palavras ditas no quarto episódio da oitava temporada de Game of Thrones, Daenerys (Emilia Clarke) resumiu o que deve ser o tema dos três últimos episódios da série. Pensamos que os Caminhantes Brancos seriam o verdadeiro desafio, mas ao escolher Cersei (Lena Headey) como a vilã final, a produção aposta no que foi sempre o seu principal tema de discussão: a guerra dos tronos.

Foto: Divulgação

Homenagens e celebrações

O episódio começa com a cerimônia funerária dos que pereceram durante a guerra contra o Rei da Noite. As últimas homenagens são prestadas e as piras são incendiadas, dando um merecido fim à jornada desses heróis. O destaque fica para o broche com símbolo Stark que Sansa (Sophie Turner) coloca no corpo de Theon (Alfie Allen) antes das chamas o consumirem.

Depois do período de luto vem as celebrações. É inevitável o clima de alívio depois da derrota da gigantesca ameaça sobrenatural e todos em Winterfell juntam-se em um grande banquete. Algumas tensões ainda são palpáveis, como aquela entre Jon (Kit Harington) e Daenerys depois da questão “Aegon Targaryen” ser revelada, porém para a maioria o clima é de descontração.

Para Brienne (Gwendoline Christie) é uma chance de se deixar relaxar pela primeira vez em muito tempo. O jogo de perguntas regado a álcool deixa uma tensão no ar, que é rapidamente resolvida com a visita de Jaime (Nikolaj Coster Waldau) ao seu quarto. Infelizmente isso não tira o gosto amargo de ver o Regicida abandonando a cavaleira depois de resolver voltar a Porto Real e para sua irmã. Porém apesar de triste, a cena pode esconder as reais intenções do personagem, que seria voltar não para ficar ao lado de Cersei, mas para pôr um fim em seu reinado.

Foto: Divulgação

Estratégias de guerra

Daenerys está disposta a marchar para a capital afim de tomar o poder de Cersei, porém seus conselheiros estão relutantes em aceitar a tática de fogo e sangue. Jon, vendo sua relação com a rainha ruir devido o segredo que paira entre os dois, resolve apoiá-la publicamente para provar sua lealdade, o que resulta no momento de revelação que ele tem com as irmãs e posteriormente que Sansa repete com Tyrion (Peter Dinklage).

Isso nos leva a uma importante discussão que vem surgindo desde que foi descoberto que Jon tem sangue real: seria ele a pessoa ideal para o trono? Tyrion debate a questão com Varys (Conleth Hill), que agora está bastante descrente dos métodos tirânicos da rainha (convenhamos, diplomacia nunca foi o forte de Daenerys, tirando aquela parte de legitimar o Gendry).

Porém uma traição vindo do Aranha seria tão previsível que beira o ridículo e com apenas dois episódios sobrando, não haveria tempo para formar lados disputando por Jon ou Dany, o que provavelmente vai levar a uma solução mais simples: a morte de um dos dois.

Foto: Divulgação

Dracarys!

Uma das cenas mais revoltantes do episódio foi ver mais um dos dragões de Daenerys sendo abatido do nada. Mais uma vez a série se livra de seus animais animais fantásticos por uma necessidade externa de roteiro ou orçamento. E Drogon mais uma vez não teve utilidade para pelo menos vingar a queda de seu irmão, visto que a sua montadora apenas deu meia volta e abandonou o que restava de sua frota.

Mesmo assim a decisão dos conselheiros pesa para o lado diplomático, ainda mais por ter uma situação envolvendo reféns, com Missandei (Nathalie Emanuel) sendo cativa de Cersei. Dany então surge com meio punhado de Imaculados para exigir rendição, enquanto Tyrion tenta pela milésima vez apelar para a humanidade da irmã – e falhando novamente. Porém antes do seu fim Missandei conseguiu lançar uma última mensagem para sua amiga: Dracarys, ou seja, temos um claro pedido para incendiar a cidade e tomá-la com aquilo que os Targaryen conhecem melhor: fogo e sangue.