DOCTOR WHO: Primeiras impressões da 11ª temporada

11/10/2018 - POSTADO POR EM Séries
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Finalmente a Doutora recém-regenerada, que foi cuspida da TARDIS, parou de cair do céu e já está entre nós. A 11ª temporada de “Doctor Who” teve sua estreia exibida, junto com a BBC de Londres, nos cinemas do mundo, incluindo algumas cidades do Brasil.

Para quem não pôde conferir na TV, a plataforma de streaming Crackle (que detém os direitos dos episódios da série no Brasil) liberou o episódio gratuitamente em uma landpage para que os fãs pudessem assistir. O conteúdo ficará disponível até o dia 07/11/2018.

A gente já assistiu ao tão aguardado episódio de estreia, “The Woman Who Fell to Earth (A Mulher Que Caiu Na Terra)”, e vamos contar pra vocês o que achamos.

Nova Doutora, novos companheiros e novas aventuras!

Os episódios pós-regeneração sempre seguem um roteiro básico: o Doutor, que agora é a Doutora, se adaptando a seu novo corpo e personalidade, completamente atordoada, necessitando de algumas horas de descanso para ficar no ponto. Porém nesse meio tempo, também precisa lidar com algum alien que invade a Terra, conhecer novos amigos e se livrar das roupas destruídas da regeneração anterior.

A história se passa na cidade de Sheffield, na Inglaterra, e começa apresentando os futuros companheiros. Dessa vez são nada menos do que três: Ryan (Tosin Cole), Graham (Bradley Walsh) e Yasmin (Mandip Gill), ou Yaz para os amigos. Também temos a participação da avó de Ryan, Grace (Sharon D Clarke) – ela é maravilhosa!

E, no desenrolar dos acontecimentos, quando coisas estranhas começam a aparecer… TCHARAM! Finalmente a Senhora do Tempo entra em cena pronta pra ajudar, mesmo sem saber onde está, o que está acontecendo, quem ela é e, o melhor de tudo, sem se dar conta de que ela agora é ELA!

Jodie Whittaker, logo nos primeiros minutos em cena, nos convence de que aquela pessoa é sim a Doutora, mostrando que realmente nasceu para sê-la. Não é a toa que foi considerada perfeita para o papel durante sua audição. Eu, pessoalmente, demorei um tempo para enxergar o Peter Capaldi, seu antecessor, como o Doutor. (#Demms)

Por conta o estado de regeneração ainda “cozinhando”, nossa heroína demora a achar a palavra certa para se definir, e cada vez que tenta, deixa o espectador ainda mais na apreensivo. E é no momento clímax da aventura, frente a frente com o vilão, ela finalmente se lembra e fala em bom tom: “Eu sou a Doutora!”. A gente já sabia, Jodie! (#Demms)

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A cereja do bolo para uma Doutora completa

Outro ponto alto do episódio é quando a Doutora cansa de ficar procurando sua chave de fenda sônica nos bolsos vazios e decide construir uma novíssima, na frente dos nossos olhos. – Durante a era Matt Smith como Décimo Primeiro Doutor, pudemos ver como se constrói uma TARDIS. Será que vocês estão pensando no que eu estou pensando?

Finalmente, depois da regeneração estabilizar e salvar a Terra é hora de quê? De trocar as roupas rasgadas do seu antecessor e completar o ritual de passagem! Junto com os novos amigos, a Senhora do Tempo vai às compras e depois de muitas trocas no provador, ela abre as cortinas e apresenta o seu novo figurino. TA DA! Temos, oficialmente, a nossa Décima terceira Doutora.

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Nos próximo episódios…

Ei, pera aí. Vocês estão sentindo falta de alguma coisa? Em nenhum momento a TARDIS foi mostrada deixando a gente cheio de expectativas para a próxima aventura. Também não tivemos o prazer de ver a icônica abertura, pois foi revelado que só seria mostrada a partir do segundo episódio. Apesar disso, foi possível ter uma ideia do visual e do famoso tema, quando são apresentados o elenco convidado e os créditos do episódio. Dooo Weee Ooooh!

Vale a pena?

A nova era de “Doctor Who” é um convite para quem não conhece nada da série, pois tudo foi renovado, prometendo não deixar os novos fãs perdidos sobre o que está acontecendo, mas sem deixar de dar várias referências ao passado, para o alegria dos antigos whovians. Alguém já sacou alguma delas?

O episódio está cheio de ação, suspense e tem um ritmo bem cinematográfico. O vilão está muito bem caracterizado, com um ar bastante sombrio e traz reviravoltas para a história enquanto a Doutora tenta descobrir a sua motivação para estar na Terra. Mesmo que o Time da TARDIS oficial seja mais numeroso dessa vez, todos têm uma química entre si capaz de ser notada já nos primeiros momentos. Além disso, têm papéis igualmente importantes, ou seja, sem hierarquias, acrescentando ainda mais para o desenvolvimento dos laços entre eles e para a série como um todo. A Doutora de Whittaker trouxe muito mais carisma, energia, perspicácia e aquele toque de sarcasmo, de tirar qualquer vilão do sério.

Então, se você ainda não assistiu, corre pra assistir no Crackle. Se já assistiu, conta aí pra gente o que achou e vamos trocar uma ideia. Lembrando que o segundo episódio também estará disponível gratuitamente por um mês. 

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Mas, como nada na vida é perfeito… (SPOILERS ALERT)

Particularmente, achei preguiçosa a solução para a queda pela qual passamos meses esperando: ela simplesmente cai de uma altura imensa e se levanta, pronta pra ajudar. Simples assim, como em um desenho animado. Por outro lado, a desculpa aceitável para ela não ter sofrido nenhum dano físico é de que ela está processo de regeneração e isso a deixa mais resistente.

Grace, a avó do Ryan, é maravilhosa e cativante, porém, como nunca foi anunciada como companheira, já ficamos tensos sobre o seu destino desde que ela aparece na tela. Infelizmente ela tem um fim trágico, porém, ficaria muito feliz se acontecesse alguma situação que pudesse fazer a personagem dar as caras de novo e, quem sabe, tornar-se regular. Tenho certeza que na TARDIS cabe mais uma. Alguém concorda?