Vamos ouvir a palavra do criador de Nárnia, CS Lewis?

28/11/2017 - POSTADO POR EM Filmes E HQs/Livros
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Clive Staples Lewis (1898-1963) foi um dos grandes intelectuais do século XX e provavelmente o escritor mais influente de seu tempo. Era professor e tutor de literatura inglesa na Universidade de Oxford e foi unanimemente eleito para a cadeira de Inglês Medieval Renascentista na Universidade de Cambridge, posição que manteve até a aposentadoria. Lewis escreveu mais de 30 livros que lhe permitiram alcançar um vasto público, entre eles, As Crônicas de Nárnia,  e suas obras continuam a atrair milhares de novos leitores a cada ano.

Novembro é o mês de nascimento e morte do escritor e aqui estamos para lembrar dele mostrando curiosidades sobre o autor. Vamos lá?

Personagens do filme "As Crônicas de Nárnia"

Foto: Divulgação

Nem só de Nárnia vive um escritor

A história de Nárnia é baseada na Bíblia. Aslam, o leão, é a figura de Deus na história. Você nunca se perguntou por que só crianças podiam visitar Nárnia? Olha, é bem simples: apenas crianças são inocentes e sem pecado. É uma apologia ao céu.

Mas nem só Nárnia construiu a fama de C.S. Lewis. O escritor publicou obras sobre a língua inglesa, poesias, a “Trilogia Espacial” (1938) que fala sobre vida fora da Terra e seres inteligentes, “A Abolição do Homem” (1943) em que defende que devemos sempre buscar conhecimento pela ciência, mas que não podemos abandonar valores (provavelmente vindos das religiões), “Cristianismo Puro e Simples” (1952), “Surpreendido pela Alegria” (1955), que fala de como Lewis passou do ateísmo para o cristianismo de maneira autobiográfica, entre outros. Os escritos de Lewis sofreram muita influência do cristianismo.

CS Lewis e seu personagem Aslam

Foto: Divulgação

C.S. Lewis e Tolkien

De forma irônica, cômica e astuta, Lewis mostra em “Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz” como o demônio pode corromper o homem, das mais diversas maneiras. A obra foi dedicada a seu amigo Tolkien (autor de “O Senhor dos Anéis”). Esse foi o primeiro sucesso de vendas do autor, que o levou a se tornar capa da revista Times da época.

Neste livro, Lewis narra a troca de correspondências entre um demônio veterano e seu sobrinho, um diabo em início de carreira. Fala sobre as diversas formas como o mal pode corromper o cristão e enganar seu principal inimigo: Deus.

Revelando uma personalidade mais espirituosa, Lewis apresenta nesta obra a mais envolvente narrativa já escrita sobre tentações — e também sobre a superação delas.

Foto: Tolkien (divulgação)

Resgate

O escritor foi “esquecido” por um tempo, mas sua popularização maior, pelo menos no Brasil e pra nossa geração, foi resgatada por um público jovem e inusitado, com a adaptação dos livros de Nárnia pro cinema. Esses livros, hoje, têm um preço muito mais convidativo do que outros do mesmo gênero (quase 800 páginas que antigamente custavam em torno de R$ 69 e hoje valem R$ 19,90)

O público mais esperado pra época em que Lewis era vivo era o adulto, porque o autor teve ensaios, críticas, romances e aulas bem elaboradas, mas anos e anos depois os jovens leitores (que somos nós) é que tiveram acesso a ele, mesmo sem conhecer a tradição cristã do homem. Muitos de nós nem ligamos para a ligação que o escritor tem com a religião e, mesmo assim, estamos consumindo sua literatura.

Foto: Divulgação