Confira os melhores filmes de 2017

25/12/2017 - POSTADO POR EM Filmes
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Em 2017, o que não faltou foram produções grandiosas, chamativas e de qualidade. Como estamos chegando ao fim desse ano, fizemos uma lista com os melhores filmes que apareceram nas telonas. Confere aí!

Logan

O último filme de Hugh Jackman na pele de Wolverine teve tudo aquilo que os fãs queriam ver em um longa do icônico personagem. Diferente dos títulos passados, como “X-Men: Origens – Wolverine” (2009) e “Wolverine: Imortal” (2013), vemos um enredo mais denso e maduro, trazendo um Logan já cansado da vida, do peso que os poderes lhe trouxeram e tendo que cuidar de um debilitado Professor Xavier, que sofre de uma doença degenerativa que afeta não só a si mesmo, como todos em volta.

A trama estilo road movie (filmes que acontece durante uma viagem) trás uma paisagem desértica a maior parte do tempo, uma trilha incrível e muitas cenas de luta e violência, onde a atriz mirim Dafne Keen (X-23) se destaca no jeito de fazer os inimigos sofrerem. Ao final de tudo, temos uma história intimista que reforça valores de família, principalmente com as relações entre Logan, Xavier e Laura.

Moana: Um Mar de Aventuras

Agora uma animação para alegrar a lista. Como qualquer novo filme da Disney, este também foi bastante aguardado, mas o diferencial de Moana se observava logo nos trailers. A personagem tem uma estrutura física mais realista que as demais princesas tão magras e delicadas, além de ser a primeira de origem polinésia do estúdio, fugindo daquele padrão europeu, também sendo bastante persistente e determinada. Além disso, busca sua própria aventura ao sair de sua casa para enfrentar desafios pelo mar, como monstros e criaturas misteriosas.

Com a história se passando em cenários paradisíacos de ilhas e mares de água cristalina, temos o colorido característico de produções infantis da Disney mais reforçado. Agora, como musical, talvez, seja o ponto mais fraco do longa, a música tema, Saber Quem Eu Sou, cantada por Moana em mais de um momento é bonita e inspiradora, entretanto as demais são facilmente esquecíveis e apenas um jeito de fazer a narrativa andar sem diálogos propriamente ditos. Mas essa questão não diminui a mensagem de perseverança, força e empatia que é transmitida.

Corra

O suspense dessa temporada, que em muitas mídias é classificada como terror, mas nada tem de perseguição de monstros sobrenaturais, na verdade é uma crítica social forte a tempos em que ainda convivemos com discriminação racial. No longa temos Chris, um rapaz negro, indo conhecer a família da namorada branca, por trás de uma fachada de pessoas amorosas e receptivas há comportamentos estranhos percebidos pelo protagonista.

O filme é concebido em torno da revelação final, bem construído e a filmagem permite um crescente ambiente de tensão em todas as cenas entre Chris e a família de Rose. Méritos para as cenas silenciosas de terror psicológico. No final fica a reflexão de como o preconceito racial ainda prossegue em nossa sociedade e a maneira que parece natural para alguns.

Em Ritmo de Fuga

A trama tem um roteiro bastante simples, mas o que cativa o espectador é a montagem das cenas e como elas se combinam com as músicas do personagem principal: Baby, um jovem que passa quase 100% do seu tempo ouvindo melodias incríveis.

A produção conta com cenas de ação bem filmadas e que são medidas pela trilha, momentos decisivos acontecem ao mesmo tempo em que certas batidas da música. Apesar disso, algumas vezes temos sequências mais lentas, principalmente na metade do filme, no qual se apresentam mais diálogos, mas no último ato temos a retomada das passagens de ação, com as corridas sendo observadas de dentro para fora dos carros. No final é isso que brilha no longa, a edição das cenas associada a uma boa trilha.

Bingo: O Rei das Manhãs

Este ano um filme brasileiro que se destacou foi “Bingo: O Rei das Manhãs”, baseado na história real de Arlindo Barreto que deu vida ao palhaço Bozo nos anos 80. Acompanhamos a trajetória de um ator tentando fazer seu nome na televisão e se deparando com uma carreira de sucesso na qual ele não podia revelar seu rosto.

A trama, classificada como uma comédia dramática, guarda suas piadas apenas para o início da produção, depois se torna mais densa e deixa o espectador apreensivo com o rumo que o personagem principal toma. Afinal, é abordada a maneira como a carreira do protagonista se complica com o seu vício em drogas.

A direção conseguiu reproduzir bem a estética dos anos 80 e é interessante ver como se fazia TV naquela época, destaque para certas sequências mais longas que dão o tom de uma cena melancólica ou impactante.

It: A Coisa

Provavelmente o terror mais comentado do ano. Baseado no livro homônimo lançado por Stephen King em 1986, a trama acompanha uma criatura sobrenatural que muda de forma assombrando um grupo de crianças. A história original se passa nos anos 50, mas o filme adiantou para os anos 80, assim na sua continuação, já confirmada para 2019, se passará nos dias atuais.

O longa acerta bem ao se valer mais do terror psicológico do que simplesmente dos famosos jump scares (criaturas pulando do nada na tela para nos assustar), criando um ambiente de tensão ao revelar os maiores medos de cada uma das crianças e como a criatura usa isso contra elas.

Vale ressaltar que o ator Bill Skarsgård, que dá vida ao palhaço Pennywise, a principal forma assumida pela Coisa, faz um ótimo trabalho de atuação ao passar de uma figura que deveria ser cômica e inocente a uma aterrorizante em pouco tempo.