Como Treinar o Seu Dragão 3: A Despedida

24/01/2019 - POSTADO POR EM Filmes
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Nove anos atrás, Soluço e Banguela iniciaram sua jornada em “Como Treinar o seu Dragão” (2010). O sucesso foi enorme e gerou sua primeira sequência, além de expandir o universo ainda mais em suas séries de TV. Escrito e dirigido por Dean DeBlois, “Como Treinar o Seu Dragão 3” (2019) chega para finalizar a trilogia e a história dessa franquia amada. Será que este foi um final digno? Veja a seguir!

Amor e liberdade

Durante o primeiro longa vemos o início dessa amizade e a dificuldade para criar a confiança que eles têm hoje. No segundo, essa relação chega ao seu auge, começando a desenvolver a independência de cada um dos personagens: novas armas e a responsabilidade de chefe para o viking; habilidades inéditas e uma liderança inesperada sobre seus semelhantes para o dragão.

Em “Como Treinar o Seu Dragão 3”, após se tornar chefe da vila e dar o início de uma nova era para o povo de Berk, Soluço continua sua missão de resgatar outros dragões das jaulas de caçadores. Porém, a existência de Banguela chega aos ouvidos de um perigoso caçador de Fúrias da Noite, Grimmel, que já possui a última fêmea da espécie, a “Fúria-da-Luz”, e decide usar isso ao seu favor.

Neste último capítulo, Soluço é colocada em uma “escolha de Sofia”, onde ele deve decidir se a sua amizade com Banguela vale mais que a segurança dos dragões e do futuro dos Fúrias-da-Noite. Essa é a temática principal deste filme, trazendo uma bela de uma metáfora para um tópico delicado e atual: amar alguém sem o prender.

Foto: Divulgação

A caçada

Apesar de aparentar ser uma reciclagem do antagonista do segundo filme, que queria usar dragões contra a vontade deles para dominar o mundo, Grimmel tenta trazer uma motivação mais trabalhada e menos clichê que o seu antecessor, mas acaba fazendo isso de forma incompleta.

O objetivo de exterminar os Fúrias da Noite é uma motivação que tenta ser trabalhada durante o arco do vilão, porém é feita de forma rasa, impedindo uma maior conexão com o antagonista. Contudo, Grimmel é bem mais carismático do que seu antecessor, resultando em ótima cenas entre os personagens que são bem mais memoráveis.

Foto: Divulgação

Os extras

Talvez o maior problema do filme seja a falta de tempo de tela ou motivo para a existência dos personagens secundários, exceto talvez por Astrid quem tem um papel chave com o herói. Algo que não foi um problema durante os outros dois filmes, em que havia uma boa divisão entre as cenas de Soluço e Banguela e os outros Cavaleiros de Dragão: Melequento, Cabeça-Dura, Cabeça-Quente e Perna-de-Peixe. Entretanto no novo longa não há desenvolvimento algum para eles.

Melequento continua sendo imaturo e querendo atenção, Perna-de-Peixe mal aparece durante o filme e as poucsa cenas que tem são esquecíveis e os gêmeos… bem eles nunca amadureceram nesta saga, seja nos filmes ou séries de TV. A impressão que é dada no longa é que toda a atenção dos roteiristas foi dada a Soluço, Banguela e a Fúria-da-Luz e que eles esqueceram que havia mais personagens.

Foto: Divulgação

Veredito

Não é fácil ignorar como os personagens aparentam não ter evoluído durante o tempo que passou entre o segundo e o terceiro filme. O longa ainda brinca com isso através de Soluço. Mas ele tem uma boa justificativa, o peso de carregar toda a vila em seus ombros o faz sentir-se cada vez mais impotente, como quando era jovem. Na época ele não tinha confiança alguma em si, algo que mudou quando conheceu Banguela.

Dizer adeus é um processo árduo e “Como Treinar o Seu Dragão 3” (2019) fala exatamente disso e mesmo com suas falhas, é difícil não se emocionar com a despedida deste universo. A produção respeita o tom e a qualidade dos outros filmes, fechando a trilogia de forma natural e coesa com a construção criada por seus antecessores.

Foto: Divulgação