Cinco motivos para ser um pai gamer

07/02/2018 - POSTADO POR EM Jogos
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A nova Classificação Internacional de Doenças (CID), realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), inclui o vício em games como transtorno psiquiátrico trouxe uma enxurrada de memes entre as redes sociais, assim como provocou uma certa reflexão sobre o nível de “imersão” de nós jogadores. Muitos pais e familiares tentam resolver esse “problema” simplesmente podando os jovens de seus jogos, achando essa ação suficiente. O diálogo e a interação da família pode ser bem mais saudável para todos. Então, acomode-se com a família enquanto listamos cinco motivos para que você divida o joystick com seu filho e seja um pai ou mãe gamer:

O multiplayer é sempre mais divertido

O avanço das tecnologias de comunicação permitiu que pudéssemos jogar com várias pessoas ao mesmo tempo sem sair da comodidade de casa. Mas nada substitui a boa e velha desculpa de ir dormir na casa do amigo para passar um bom tempo jogando, fazer um lanche na casa da “tia”, além de conversar sobre as todo este universo apreciado pelos jovens afinal, a interação social é sempre mais proveitosa quando feita pessoalmente. Então, por que não separar alguns minutos de seu dia estressante para sentar ao lado de seu filho e conversar sobre o dia de cada um enquanto se divertem? Mesmo que não goste de jogos, este simples gesto pode contar como uma dedicação de atenção para ele, possibilitando um pequeno ganho da confiança de seu filho e o aumento da cumplicidade entre vocês.

Efeito anti-stress

Assim como um banho de mar, tomar café na varanda ou ler um bom livro, os games também podem ser ótimas ferramentas para descarregar o peso acumulado durante o dia. Em algum determinado momento, todos queremos esquecer a tensão do dia-a-dia e relaxar um pouco, até mesmo os jovens. Afinal a rotina de um jovem (estudos, atividades, avaliações, concursos, procura de emprego) pode, mesmo que em menor proporção, ser comparada a uma jornada de trabalho. Geralmente a rotina sobrecarrega a todos, e os pais, às vezes, pouco valorizam a vivência de seus filhos, esquecendo que também tiveram uma rotina parecida. Encontrar um jogo que o agrade pode também proporcionar o devido efeito terapêutico.

Ferramenta pedagógica

Observando bem, um game não é somente aquela barulheira de tiros, explosões e gritos de torcida. Se bem orientado, o adolescente pode aprender algo com os jogos, desde fundamentos simples de cálculo e geometria, até algumas noções de história, artes e, por que não idiomas? Apesar de já produzirem jogos em nosso bom português, a maior parte encontra-se em outros idiomas, o que não atrapalha a jogabilidade. Muitos pais poderiam aproveitar este detalhe para estimular seus filhos a estudarem um novo idioma, até mesmo estudar junto.

Experiência pessoal

Além de estimulante cognitivo, os jogos eletrônicos também podem acrescentar algo em nosso chamado “conhecimento de mundo”. Independentemente do gênero, podemos sempre encontrar algo nos games que estimula, mesmo que indiretamente, nossas ações cotidianas. Muitos jogos envolvem tomadas de decisão que influenciam o seu desenvolvimento, isto também pode influenciar em decisões no mundo real, desde a organização de espaço até a interação social.

Diversão

O principal fator para você sentar e jogar ao lado de seu filho é pura e simplesmente se divertir, os itens anteriores são consequências disto. Muitos pais querem reduzir o tempo de jogo de seus filhos para que estes se dediquem mais aos estudos e às pessoas, principalmente a família. Querem arrastá-los para antigas brincadeiras porque acham que eram mais divertidas. Permita-se encontrar diversão à maneira de seu filho. Hoje, dificilmente, pode-se dizer “eu não gosto de videogame”, você apenas não encontrou o game de seu agrado.

Claro que os motivos acima não descartam a ideia de que os games, assim como tudo em excesso, possam ser prejudiciais à saúde. Apenas são meios de você fazer seu filho olhar mais para o mundo, abraçando o mundo dele. Muitas vezes, dedicar-se alguns minutos ao lazer de seu filho pode fazer com que o jovem dedique mais tempo à sua família.