Cinco animes “psicológicos” para conhecer e se viciar

23/09/2017 - POSTADO POR e EM Animes / Mangás
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Realidade virtual, terrorismo, viagens no tempo e projeções? Parecem temas complexos, né? Nesta matéria, a gente selecionou cinco animes que melhor nos fizeram pensar sobre a vida, com plot twists sensacionais e personagens com quotes super inspiradores. Além disso, montamos uma playlist para você curtir ainda mais sua leitura “reflexiva”.

Erased

Erased” (2016) é um anime que você começa a assistir sem nenhuma expectativa e, ainda no primeiro episódio, se vê facilmente preso à trama. Escrito por Kei Sanbe, a produção japonesa, também é conhecido como “Boku Dake Ga Inai Machi”. Ele traz a história de Satoru Fujinuma, um jovem rapaz que tem o sonho de ser mangaká, mas se vê vencido pelos problemas para se expressar, e acaba trabalhando como entregador de pizza.

Apesar de parecer normal, Satoru possui uma habilidade especial: o revival. Este poder o faz voltar ao passado, há alguns minutos antes para evitar que algum acidente, morte ou catástrofe, aconteça de fato. Nesse momento, acredite, você para e pensa: esse é daqueles animes que você não dá nada, mas “PÁ” – se vicia.

Quando se vê acusado pela morte de sua própria mãe, Satoru tem um revival. Dessa vez, ele não volta apenas alguns minutos para evitar a morte de sua amada mãe, mas volta ao momento de sua infância, quando ainda estava no primário. Parece que dessa vez, evitar a morte de sua mãe e salvar uma amiga que desapareceu há anos será crucial para ele.

Death Parade

Você já parou para pensar no que acontece com a gente depois que morremos? “Death Parade” (2015) nos mostra isto de uma forma surpreendentemente envolvente e assustadora. O anime conta a história de uma espécie de bar, o Quindecim, administrado por um misterioso bartender de cabelos brancos, o Decim.

Todos que vão parar nesse lugar são desafiados a jogar vários tipos de jogos mortais, onde suas verdadeiras personalidades são reveladas. Sendo que, no final, é decidido pelo árbitro se os participantes irão para a reencarnação ou para o vácuo.

Serial Experiments Lain

Quase como em “Matrix” (1999), porém lançado um ano antes, “Serial Experiments Lain” (1998) explora a relação entre múltiplas realidades, das quais podemos nos conectar e desconectar. O anime envolve Lain, a personagem principal, que vive em um mundo muito parecido com o atual, em que a internet é utilizada pra toda sorte de coisas e acessada por aparelhos móveis. Uma previsão e tanto para a época em que foi lançado.

Após o suicídio de uma colega de classe e o rumor de que algumas pessoas estariam recebendo mensagens, via email, enviadas por ela, Lain resolve checar a própria caixa de email. Ela percebe que recebeu a mesma mensagem, em que a colega dizia não estar morta, mas sim ter abandonado a própria forma física, em carne e osso, para viver em uma outra realidade ao lado de “Deus”.

Zankyō no Terror

Enigmas, mistérios, crimes, dois jovens apaixonantes, músicas (MUITO boas). Tudo isto torna “Zakyō no Terror” (2014) um dos melhores animes “psicológicos” de todas as galáxias. E eu não estou exagerando, a trama nos envolve em seus crimes cheios de enigmas.

É a surpreendente história de dois jovens, Nine e Twelve, que sofreram em sua infância ao serem “estudados” cientificamente com experiências e teste, e agora se veem procurados por toda a polícia de Tóquio por seus jogos (perfeitos, incríveis e que deixa a gente de queixo caído). E é muito difícil você não se apaixonar por estes dois terroristas que fazem parte da dupla “Sphinx” (Esfínge). Além dos protagonistas, existem mais dois personagens muito importantes para a trama: Shibazaki e Lisa. Shibazaki é o investigador da polícia que compreende os Sphinx, sabe como eles pensam e age com uma calma fantástica desvendando seus enigmas. Já Lisa é a cúmplice que ocupou essa função de forma totalmente acidental: ela conhece Nine e Twelve e acaba se aproximando cada vez mais deles, por conta de uma determinada sequência de fatos.

Kino no Tabi

As descobertas que fazemos durante a vida, assim como as pessoas que conhecemos, são como paisagens visitadas por um viajante. Essa foi uma das muitas morais desenvolvidas nos 13 episódios de “Kino No Tabi” (2003). É um desses animes que a gente descobre por acaso num scroll descompromissado pelo Tumblr.

Adaptado da light novel de Keiichi Sigsawa e dirigido por Ryutaro Nakamura (mesmo diretor de “Serial Experiments Lain”), conta a história de Kino, que, após um acontecimento marcante em sua vida, inicia uma jornada pelo mundo acompanhada por Hermes, uma motorrad falante.

De país em país, os personagens travam diálogos que questionam sobre a beleza do mundo e os relacionamentos interpessoais. As reflexões são tão pertinentes que a gente começa a situar a própria vida. Isso rolou comigo (#Janine) principalmente quando, em um episódio, eles visitaram o “País da Dor Aparente”. Nele, todos os habitantes viviam separados nas próprias casas, e as máquinas faziam tudo, desde a limpeza das ruas ao controle de visitantes no lugar. Achei que fosse cair na velha moral de que “a tecnologia está afastando as pessoas e criando seres humanos mais isolados”, mas a problemática era outra e muito mais profunda: o problema do “você precisa pensar na dor do outro.”