Bohemian Rhapsody: A excentricidade de um gênio

31/10/2018 - POSTADO POR EM Filmes
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Quem não gosta de uma boa música e cinema? Essa foi a fórmula encontrada para o novo filme da Fox, “Bohemian Rhapsody” (2018) que conta a história de uma das maiores bandas do mundo do rock, o Queen. O longa foi produzido por um ex-integrante da banda, Brian May, e dirigido por Bryan Singer, conhecido pela franquia X-Men nos cinemas. A gente conferiu o filme e contamos aqui as nossas impressões.

Trajetória

Na década de 1970, o jovem Farrokh Bulsara ou Freddie Mercury (Rami Malek) era apaixonado por música, indo sempre aos shows da banda formada por universitários “Smile”. Após a saída do vocalista, Mercury, que já sabia de cor todas as letras, juntou-se ao guitarrista Brian May (Gwilym Lee), baixista John Deacon (Joseph Mazzello), e Roger Taylor (Ben Hardy) para formar o “Queen”.

O filme conta principalmente a vida de Freddie desde o início do “Queen” até o grande o show beneficente Live Aid, de 1985. Durante esse período, acompanhamos os principais acontecimentos que retratam as polêmicas e excentricidade de Mercury.

Foto: Divulgação

Nasce um camaleão

O ator Rami Malek, conhecido pelo papel de Elliot na série “Mr. Robot” (2015 – atual), dá vida ao gênio da música. Mesmo sendo americano, Malek consegue reproduzir bem o sotaque acentuado de Freddie. Além disso, a prótese dentária para a melhorar a veracidade do personagem, já que o cantor tinha quatro dente a mais que o normal, pareceu não atrapalhar sua atuação.

Outro fator que chama atenção é a performance de Rami nas cenas de apresentação da banda, que se assemelha muito, e até chega a confundir o espectador em alguns momentos. Malek mantém uma distância completa entre os personagens Elliot e Freddie, mostrando que ele se adapta bem à diferentes papéis e não traz vícios de atuação.

Foto: Divulgação

Afinal, é musical?

Apesar da trilha sonora ser maravilhosa e tomar conta de boa parte do filme, ele não se enquadra como musical, sendo um drama. As músicas são planos de fundo para marcar cronologicamente a história de Freddie, sendo ganchos para mostrar os principais acontecimentos e detalhes da vida.

Desde seu anúncio em 2015, o longa causou muito burburinho na imprensa e nos fãs da banda. A expectativa pelo lançamento foi aumentando a cada novo teaser ou trailer divulgado. Houve até um certo receio da produção, que foi alvo de muitas especulações após o diretor ser demitido durante as gravações e Dexter Fletcher, de “Voando Alto” (2015), ser chamado para supervisionar as últimas semanas no set.

Foto: Divulgação

Veredito

O filme é bem fiel à caracterização dos integrantes da banda. A escolha do elenco foi bem feita, sendo muito semelhante à realidade. Quanto ao enredo, alguns assuntos são abordados de forma bastante sutil, deixando subentendido ao espectador os acontecimentos, como o diagnóstico de HIV de Freddie. Já outros temas são tratados de forma verossímil e até confusa, como é o caso da relação entre Mercury e a família, com sua pouca proximidade dos pais.

De modo geral, o longa cumpre a proposta de mostrar um lado da vida de uma das maiores personalidades do século XX, fazendo o espectador, mesmo que não seja fã, se empolgar em várias cenas.  (#Rebeca)

Foto: Divulgação