Harry Potter: Alvo Dumbledore, seu diretor

16/07/2017 - POSTADO POR e EM Filmes E HQs/Livros
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Resolvemos iniciar uma série dedicada aos personagens mais importantes da história de “Harry Potter” e (por que não?) da nova “velha” era do mundo mágico de J.K. Rowling. E para começar, pedimos emprestadas as palavras da autora, que na premiere de “Relíquias da Morte – Parte 2”, adaptou a fala da figura mais sábia presente nos livros: “As histórias que mais amamos vivem dentro de nós para sempre. Então seja voltando pelas páginas ou pela tela grande, Hogwarts sempre estará lá para recebê-los em casa”.

Pateta! Chorão! Destabocado!

Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore: com um nome desse tamanho, só podíamos esperar grandes feitos do bruxo que não à toa recebeu os títulos da Ordem de Merlin, Primeira Classe; Grande Feiticeiro; Bruxo Chefe da Suprema Corte; Cacique Supremo da Confederação Internacional dos Bruxos; e, mais importante, seu retrato nas figurinhas dos Sapos de Chocolate. Considerado o mais brilhante de sua época em Hogwarts, foi monitor-chefe da Grifinória e mais tarde ocupou o cargo de professor de Transfiguração.

Suas habilidades são inúmeras e até hoje algumas, misteriosas. Diz-se que era capaz de se fazer invisível e irrastreável sem o uso de uma Capa da Invisibilidade, por exemplo. Tal como essa suspeita artimanha, Dumbledore tem um passado nebuloso e que, visto a certa distância, pode se mostrar controverso.

Foto: Divulgação

Para o bem maior

Muito antes de se tornar o maior diretor de Hogwarts que você respeita, Dumbledore tinha a intenção de conhecer o mundo com seu amigo de escola, Elifas Doge. Porém, um acidente mágico envolvendo sua irmã mais nova, Ariana, acabou resultando na morte de sua mãe e frustrando os planos de viagem. Até hoje não se sabe exatamente como essa tragédia se deu, mas com a confirmação de que Dumbledore aparecerá no próximo longa de “Animais Fantásticos” e a revelação sobre o Obscurus no primeiro filme, a teoria mais recorrente é que Ariana tornara-se vítima dessa força das trevas parasitária.

O fato é que Alvo se viu obrigado a cuidar de sua família quebrada, já que o pai havia sido preso por atacar um grupo de trouxas que traumatizou Ariana na infância, e o irmão do meio, Aberforth, era um rebelde. Sentindo-se amarrado e mal aproveitado, foi nesse contexto que Dumbledore conheceu Gerardo Grindelwald, um bruxo igualmente genial e por quem viria a se apaixonar. Se o sentimento foi recíproco ou não, ainda não podemos dizer, mas a relação entre os dois foi prejudicada quando os ideais de pureza de Grindelwald subiram à cabeça de Dumbledore, gerando uma discussão violenta entre Aberforth e os dois.

O duelo em que se envolveram fatalmente culminou na morte de Ariana, sem que nenhum dos três soubesse o verdadeiro responsável. Grindelwald então deixou Godric’s Hollow para se tornar o maior bruxo das trevas já conhecido, enquanto que os irmãos Dumbledore nunca mais conseguiram remendar o que foi partido.

Foto: Divulgação

Mais que um professor

Ao longo da vida em Hogwarts, Dumbledore parece ter recuperado seu compasso moral, pois cultivou amizades significativas com renomadas figuras do mundo bruxo, como Minerva McGonagall, Rúbeo Hagrid e Severo Snape. Contudo, no primeiro filme de “Animais Fantásticos” pudemos perceber que outro grande bruxo manteve laços firmes com ele. Estamos falando de Newt Scamander, o magizoologista.

“É verdade que eu fui a primeira pessoa a capturar Gerardo Grindelwald e também é verdade que Alvo Dumbledore era algo mais do que um professor para mim”, Newt escreveu no prefácio do seu livro didático, recentemente republicado. “Mais do que isso, não posso dizer sem medo de violar o Estatuto Internacional de Sigilo em Magia ou, mais importante, as confidências que Dumbledore, o mais discreto dos homens, colocou em mim”, ele continua.

Foto: Divulgação

Como um porco para o abate

Não é segredo que Harry Potter sempre viu Dumbledore como uma figura de proteção, amizade e sabedoria. No começo da história do “menino que sobreviveu”, é ele quem leva Harry para a casa de seus tios e quem, no futuro, garante seu retorno ao mundo mágico, mandando Hagrid recrutar o menino. Nos anos seguintes, é por Dumbledore que Potter é consolado pela perda de seu padrinho, e o garoto ouve do professor que não são nossas semelhanças, mas as diferenças que nos tornam únicos e distantes do mal – no caso, representado por Voldemort.

No entanto, as revelações feitas depois da morte do homem de oclinhos de meia lua deixaram alguns fãs, como eu (#Marília), revoltados. Ao confirmar a existência das Relíquias da Morte e de como Voldemort criou Horcruxes para permanecer sempre vivo e dominando o mundo mágico, Dumbledore tomou a decisão de proteger Harry até o momento em que ele precisasse ser morto para, assim, derrotar o bruxo das trevas.

Quando compreende o que aconteceria, Snape, em uma de suas conversas com Alvo, diz uma de suas frases mais conhecidas: “Você o criou como um porco para o abate!”, nos fazendo pensar sobre a cruel inteligência do diretor de Hogwarts. Apesar de tudo, Harry continuou pensando em Dumbledore como uma figura exemplar e, mesmo depois de sua morte, seguiu seus conselhos e se submeteu à morte “prevista” por Alvo.

Foto: Divulgação

Dumbledore x Severo Snape 

Snape é um dos personagens mais humanos da saga. Sofre, comete erros, sofre por amor, não é popular, sofre de novo, tenta ser do mal, perde pra sempre o amor de sua vida e sofre mais um pouco. Dumbledore foi fundamental na evolução desse personagem, pois foi a ele que o professor de poções recorreu para pedir ajuda quando precisava salvar Lílian (a mãe de Harry e mulher da vida de Severo).

A partir disso, Alvo percebe o potencial de Snape e tenta convencê-lo a ser uma pessoa melhor e lutar por algo que importa. Dessa maneira, o professor de poções conseguiu viver entre dois mundos — como um bruxo “bom” e também como um Comensal da Morte — tendo Dumbledore como apoio, conselheiro e companheiro.

Foi a Snape que Dumbledore confiou sua vida e conseguiu convencê-lo de que, no momento certo, o diretor tinha que ser morto para um bem maior, assim como pensou que devia ser a morte de Harry Potter.