A ascensão dos titãs em Godzilla II: Rei dos Monstros

01/06/2019 - POSTADO POR EM Filmes
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A produtora e distribuidora japonesa de filmes Toho fez uma parceria com a Warner Brothers e a Legendary para criar seu próprio universo compartilhado: o MonsterVerse. Em 2014, o primeiro filme da franquia, “Godzilla”, trouxe de volta o kaiju mais famoso do cinema e em 2019 ele retorna para estabelecer seu reinado entre as criaturas antes adormecidas.

Escrito e dirigido por Michael Dougherty, que até então só havia comandado pequenos filmes de terror, “Godzilla II: Rei dos Monstros” expande o universo de titãs conhecido pelos antigos fãs para escalas nunca antes vistas na trajetória da franquia.

Conheça a Monarch

A história se passa alguns anos após os eventos de  “Godzilla” , que deixaram a cidade de São Francisco devastada. A Monarch, organização que investiga a existência de criaturas como o agora desaparecido Godzilla, continua o estudo da história e da biologia desses seres.

A Dr. Emma Russel (Vera Farmiga), pesquisadora do grupo, e sua filha Maddison (Millie Bobby Brown) tem uma ligação pessoal com o acontecimento. Elas estavam presentes quando o lagarto gigante destruiu a cidade na batalha contra o M.U.T.O. (Organismo Terrestre Massivo Não-Identificado), ocasião em que o filho de Emma sumiu entre os destroços. A perda fez com que a família se separasse, e Mark Russel (Kyle Chandler), pai de Maddison, se isolasse em seu trabalho como fotógrafo de animais.

Durante esses anos, a Monarch encontrou uma criatura adormecida na China, onde Emma viveu com Maddison enquanto analisava a descoberta. Quando o ser nomeado de Mothra desperta, a doutora consegue controlá-lo com um equipamento que desenvolveu, a ORCA, capaz de alinhar a frequência sonora do animal com a de seu espécime alpha. Em meio ao teste, o centro de pesquisa é atacado por um grupo de traficantes com intenções nefastas comandado por Jonah Alan (Charles Dance), que sequestram Emma e seu aparelho, junto de sua filha.

Foto: Divulgação

E os titãs?

Além de Mothra, a Monarch achou outros 17 monstros adormecidos pelo mundo. Na Antártida, o Monstro Zero, Ghidorah, é tirado de seu sono. A criatura é uma lenda antiga e temida que ameaça tomar controle do mundo com suas tempestades. O único capaz de enfrentá-lo é Godzilla e, quando os dois se encontram, temos a primeira batalha entre os titãs. Apesar da grande escala do confronto, a escuridão intensificada pela neve na cena dificulta a visão do que acontece. E esse é um problema que persiste em todo o longa.

Além da neve, as lutas entre os monstros apresentam elementos naturais como cinzas e chuva que parecem mascarar o CGI. Por vezes, o exagero de informação visual atrapalha as cenas que todos esperavam. Quando outro titã, Rodan, é apresentado e se une a Ghidorah contra Godzilla e Mothra, finalmente temos a luta tão aguardada entre os quatro principais monstros do universo da Toho.

Foto: Divulgação

Veredito

Quando o trailer de “Godzilla II: Rei dos Monstros” saiu, ele vendeu o que o filme é: monstros gigantes causando destruição ao som de uma boa trilha sonora. E só. Quem esperava um desenvolvimento melhor da história se decepcionou. Mas quem queria somente assistir grandes batalhas protagonizadas pelo Godzilla saiu satisfeito. Apesar de a ação nem sempre estar clara, a fotografia faz um bom uso dos efeitos especiais que se mostram decentes (afinal este é um filme com um orçamento de 200 milhões de dólares).

Assim como para os fãs de “Círculo de Fogo” (2013), a diversão não está tanto nos personagens humanos, que são quase secundários, mas nas criaturas brigando entre si. O que dificulta as coisas aqui é que na verdade a história humana é desnecessariamente confusa, chegando até a ser incoerente. Os personagens vão de um lugar a outro com um diálogo inautêntico e subutilizando atrizes do calibre de Sally Hawkins, que pouco aparece no longa.

A sequência de “Godzilla” faz seu papel em preparar um universo que está se expandindo: o encontro entre o lagarto e o gorila gigante King Kong já está no horizonte, como insinua a cena pós créditos. Em maio de 2020, “Godzilla x Kong” irá reunir os titãs reis em um dos embates mais esperados pelo cinema. Tomara que nesse caso a história, ainda que não seja especial, não atrapalhe como fez em “Godzilla II: Rei dos Monstros”.

Nota: 6

Pontos negativos

  • Roteiro incoerente, forçando ações duvidosas dos personagens
  • Batalhas confusas pela poluição visual e pela edição entrecortada

 

Pontos positivos

  • Trilha sonora rica, composta por orquestra e vocais em coro
  • Ritmo acelerado que busca chegar logo na ação, foco do filme e que rende boas imagens