5 Filmes de drama para se emocionar

26/08/2019 - POSTADO POR EM Filmes

Talvez drama não seja o seu gênero favorito do cinema, mas certamente é um dos mais populares e que aparece mais em premiações. É uma boa escolha quando você está a fim de assistir algo mais denso e comovente, que possa até arrancar algumas lágrimas. Então separe os lencinhos e acompanhe as nossas indicações de longas neste gênero – com tramas para todos os gostos.

Your Name

De nome original Kimi no Na wa, a produção japonesa é uma realização do diretor Makoto Shinkai e atualmente considerado o anime mais rentável do mundo, ultrapassando até mesmo o popular “As Viagens de Chihiro”.

O enredo acompanha nossos dois protagonistas em suas vidas cotidianas. Mitsuha é uma adolescente que vive no campo e trabalha como sacerdotisa no templo da sua família. Taki vive em Tóquio e tem a rotina agitada de uma cidade grande, com a escola e o trabalho de meio período. Com aparentemente nada em comum, esses dois adolescentes se veem na pele um do outro do dia para a noite.

A princípio essa trama pode não chamar atenção por conta de sua aparente trivialidade, mas o que acontece é uma reviravolta no enredo mais ou menos na metade do filme, nos revelando um novo obstáculo, muito mais desafiador, para os personagens principais. O que fica claro para nós ao longo da narrativa é que essa é uma história sobre a conexão humana, todos os seus desdobramentos e a forma como ela nos afeta. Quando se vive uma vida tão agitada isso pode ser perder um pouco, mas você não precisa trocar de corpo com uma pessoa só para entender melhor os sentimentos dela, basta praticar um pouco de empatia.

12 anos de escravidão

Com uma carga dramática acentuada pelo fato de ter sido baseado em uma história real, essa produção conquistou o Oscar de Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado em 2014, além de prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para a sensacional Lupita Nyong’o. O filme é uma adaptação da autobiografia homônima de Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um homem negro livre que vivia com sua família em Nova York até ser sequestrado e vendido como escravo. O longa está atualmente disponível na Netflix.

Pela temática já dá pra entender o quão pesada será a trama. A escravidão é uma mácula na história da humanidade e não tem como não se emocionar com o relato de Solomon sobre todos os abusos pelos quais passou. Porém, acredito que o maior destaque é para a personagem de Lupita, Patsey, uma escrava que é alvo dos indevidos avanços de seu senhor. Ela é uma pessoa tão infeliz que em dado momento arrisca uma saída da fazenda para buscar sabonete, já que há dias não lhe permitiam que se lavasse, a cena dela relando isso é poderosa e justifica inteiramente o Oscar que a atriz conquistou. 

A cinco passos de você

Uma uma opção para você que gosta de romances trágicos é o filme lançado no início deste ano “A Cinco Passos de Você”. Baseado no romance homônimo da escritora americana Rachael Lippincott, conta a história de Stella Grant (Haley Lu Richardson), uma garota de dezesseis anos que sofre de fibrose cística, uma doença genética incurável que danifica os pulmões e o sistema digestivo. 

Ela passa a maior parte do seu tempo no hospital fazendo tratamentos e passando por acompanhamento médico. Até que um dia conhece Will Newman (Cole Sprouse), que sofre do mesmo problema, mas os dois são obrigados a manter distância por conta de uma pequena complicação que parte desse transtorno.

É aquele típico filme água-com-açúcar, bem semelhante a produções como “Um Amor Pra Recordar” e “A Culpa é das Estrelas”, porém o fato de os protagonistas não poderem ao menos se tocar dá uma carga a mais de drama. É só você se colocar na mesma situação: como se sentiria se não pudesse mais chegar perto da pessoa que você ama? O quão doloroso isso seria para os dois? A partir dessa premissa é desenvolvido um longa bem emocionante. Mesmo sabendo que não pode, você vai se pegar torcendo pela felicidade dos personagens, afinal, esperança a gente sempre tem no final feliz. 

O quarto de Jack

Também baseado em um livro de mesmo nome, “O Quarto de Jack” foi o filme que garantiu a Brie Larson seu Oscar de Melhor Atriz. O longa nos mostra, da perspectiva de Jack (Jacob Tremblay), um garoto de cinco anos, a vida dele com a mãe Joy (Larson) em um quarto isolado do mundo exterior. Eles vivem em cativeiro há anos, recebendo eventuais visitas de um homem conhecido apenas como Velho Nick (Sean Bridgers), que provém artigos de necessidades básicas para os dois. Joy tenta levar tudo da melhor maneira possível para o filho, mas busca armar um plano para finalmente os libertar daquela prisão. 

O fato de tudo ser narrado do ponto de vista de uma criança consegue deixar o filme mais leve e mais pesado ao mesmo tempo, algumas das coisas ficam apenas subentendidas porque só temos acesso ao que Jack entende. Outro ponto positivo é que poderia ser uma história simplesmente focada no encarceramento, mas com a questão do plano de fuga, também aborda o que acontece depois da prisão. Como se adaptar novamente depois de tantos anos separada da sociedade? E no caso de Jack, o que fazer se você nunca teve essa convivência? 

O desenvolvimento por vezes é lento, com o intuito de ser contemplativo, mas isso não é um demérito do filme, ele apenas está respeitando o ritmo de seus próprios personagens. A relação entre Joy e Jack também é um ponto importante, afinal ela é a base da produção e sem isso, a narrativa não seria tão crível.

A voz do silêncio

Mais uma animação japonesa para a lista, dessa vez é o filme com o nome original de Koe no Katachi produzido pela Kyoto Animation, responsável por animes como “Violet Evergarden” (2018), “Free! Iwatobi Swim Club” (2013) e “Lucky Star” (2008), e baseado em um mangá de mesmo nome. Também está disponível na Netflix.

A história gira em torno de Ishida, um garoto que é aquela típica criança travessa de colégio. Quando Nishimiya é transferida para sua sala ele decide pegar no pé da garota simplesmente pelo fato dela ser surda. A jovem tenta a todo custo se tornar sua amiga, mas ele se recusa, por muitas vezes a xinga e mostra comportamento violento. Em dado momento, por exemplo, se fala que oito de seus aparelhos auditivos foram quebrados no período de apenas 5 meses. Após isso temos um salto no tempo, vemos Ishida agora no Ensino Médio tendo a oportunidade de se reencontrar com Nishimiya, e ele está profundamente arrependido do mal que causou à sua colega.

Toda a trama se foca muito em abordar o assunto do bullying, é cruel a maneira como Ishida trata a recém-chegada e como muitos corroboram com suas “brincadeiras”. Mesmo que outros tentem defender a garota, não há como evitar o mal que ele está disposto a causar. Nishimiya pode parecer muito ingênua a princípio por tratar o abuso do garoto de forma pacífica, mas só mostra como ele é imaturo e não sabe como agir em relação a uma pessoa que é diferente dele por possuir uma deficiência.

Ver a transformação do personagem no futuro é muito gratificante e ainda mais quando ele resolve reparar os erros que cometeu. A história toda é muito sensível ao tratar desses assuntos delicados e consegue ser bastante comovente nos momentos de maior emoção entre seus protagonistas.