4 motivos para assistir Unbelievable

30/09/2019 - POSTADO POR EM Séries

A nova minissérie original da Netflix, “Unbelievable” (“Inacreditável”, em tradução livre) chegou ao catálogo no último dia 13 sem chamar muita atenção, porém é uma daquelas pérolas em meio a enxurrada de conteúdos que o streaming está se propondo a nos oferecer. Por isso listamos aqui 4 motivos para você não deixar passar essa nova produção.

Uma observação importante é que a série retrata violência sexual e apesar de não mostrar nada gráfico, algumas lembranças das vítimas estão em cena, então caso você tenha sensibilidade ao tema tome cuidado ao consumir os episódios.

1. É uma história difícil de acompanhar, porém necessária

“Unbelievable” acompanha o desenrolar de dois casos de estupro e como eles são o ponto de partida para uma caçada policial a um estuprador em série. Primeiro conhecemos Marie Adler (Kaitlyn Dever), uma jovem americana que tem um passado conturbado por ter perdido ambos os pais muito cedo. Ela passou por diversos lares adotivos e agora que é maior de idade está morando sozinha em um condomínio cedido por um programa governamental. 

Certo dia a garota liga para sua última mãe adotiva, Judith (Elizabeth Marvel), pedindo ajuda por ter sido vítima de violência sexual. Policiais são chamados até a casa de Marie e ela passa por todo o procedimento para averiguar o caso. Acontece que pelos depoimentos confusos da garota motivados pelo trauma, dúvidas apontadas por Judith à polícia e a ficha de Marie, que mostra seu passado difícil, os investigadores ficam inclinados a desconfiar de sua história. No fim, por conta da pressão, a jovem cede e mente dizendo que inventou a denúncia. Depois disso vemos que sua vida sofrerá consequências negativas com as quais ela tem muita dificuldade em lidar.

Três anos depois do ocorrido vamos conhecer Amber (Danielle Macdonald), outra jovem que sofreu violência sexual em sua própria casa. Mas dessa vez trata-se de uma cidade diferente e encabeçando a investigação temos a detetive Karen Duvall (Merritt Wever). Após uma conversa com seu marido ela descobre que na cidade vizinha há outra policial apurando um caso bastante semelhante. Karen vai até a detetive Grace Rasmussen (Toni Collette) e ambas juntam suas investigações, pois percebem que estão atrás do mesmo homem e que essas não foram as suas duas únicas vítimas.

Foto: Divulgação

2. Foi baseada em uma história real

O mais surpreendente sobre a minissérie é saber que ela foi baseada em um caso que realmente aconteceu. A inspiração veio da reportagem “Uma história inacreditável de estupro” do repórteres T. Christian Miller e Ken Armstrong, originalmente publicada pela ProPublica e The Marshall Project em 2015, sobre uma série de estupros em Washington e no Colorado. O artigo foi ganhador de um Prêmio Pulitzer.

Uma das ideias principais passadas pela série e pelo artigo é a diferença na abordagem de policiais masculinos e femininos durante uma investigação de estupro. Enquanto Marie é interpelada de uma forma muito exaustiva, que logo se transforma em desconfiança pelos dois investigadores do seu caso, Amber é tratada de uma maneira mais humanizada por Karen, que faz questão de se colocar como um ponto de apoio para a jovem. É claro que não se pode generalizar, mas para essa história fez toda a diferença ter duas mulheres no comando da investigação.

Foto: Divulgação

3. O elenco está incrível

Um ponto que se destaca na minissérie é com certeza o seu elenco. Kaitlyn Dever como Marie é um dos papéis mais emocionalmente exigentes da série e a atriz consegue interpretá-lo de maneira excelente. A sua personagem é na maior parte do tempo uma pessoa sombria e triste, o que reflete tudo o que ela já sofreu. Apesar de serem poucas as vezes em que se toca nesse assunto do passado, Kaitlyn transmite o peso dos anos de sua protagonista por meio de uma atuação consistente e emocionante.

As duas detetives tem a função de carregar a outra metade da série com elas e também estão muito bem. Ambas transitam entre as obrigações do trabalho e a vida no lar, mas felizmente não caem naquela cilada de “o emprego da mulher interfere nos relacionamentos pessoais”, e é tudo tratado de uma maneira muito natural. 

A Karen de Merritt Wever está inteiramente engajada na busca pelo criminoso, porém também se preocupa com as filhas e consegue manter uma relação estável com elas e o marido. Já a Grace de Toni Collette faz o papel de mentora por ter mais experiência na polícia, tendo um companheiro na mesma área profissional e podemos ver claramente o respeito mútuo que ambos sentem.

Foto: Divulgação

4. É uma minissérie

Para você que já está ficando saturado da quantidade de séries que estão sendo lançadas, mas que não quer deixar passar uma boa história “Unbelievable” é uma excelente pedida. A minissérie conta uma história fechada dentro de si, que não deixa pontas soltas e possui apenas oito episódios, de mais ou menos 40 minutos cada.

Porém por conta do conteúdo mais denso, essa talvez não seja a melhor pedida para fazer uma maratona. Os dois primeiros episódios são os mais difíceis de assistir e também são um pouco mais parados, antecedendo a linha investigativa da minissérie – momento em que esta passa a fluir melhor.

Foto: Divulgação